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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Não me animava a exigir mais de uma gravata..."

revista Esquire / década de 1940

"Obtive um terno de casimira, chapéu de feltro, sapatos americanos, uma gravata vermelha. Não me animava a exigir mais de uma gravata: meu pai só me permitia, rigoroso, o suficiente. Isso bastava à minha representação ..." (Graciliano Ramos, Infância, 1945).

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sete Dobras de Gravata

aplicação de recheio em gravata da renomada marca Drake

Nem toda gravata 100% de seda é realmente 100% seda. Não que o material externo seja sintético ou que o fabricante queira enganá-lo. Ocorre apenas que, ao se falar em “100% seda”, raramente se leva em conta também o recheio da gravata, que geralmente é de acetato. Não importa a qualidade da seda, um recheio de má qualidade, ou na consistência inadequada, arruinará o caimento da gravata.

gravata "seven-fold" da marca Napoli Coast

Gravatas realmente 100% de seda são denominadas em inglês “seven-fold”. A razão é simples: elas são feitas de uma única peça de seda, dobrada sete vezes sobre si mesma. Ela não tem recheio porque, de certa forma, ela já é o próprio recheio. Gravatas “sete-dobras” são evidentemente muito mais caras, pois consomem mais do dobro do material necessário para a confecção de uma gravata convencional. E isso sem mencionar a mão de obra necessária para sua confecção. O número de dobras, na verdade, pode variar, mas por alguma razão mística gravatas desse tipo, inteiramente de seda, são associadas ao número sete.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O nó de Windsor não é de Windsor


O “four-in-hand” e o “Windsor” sãos os tipos de nós de gravata mais comuns. O segundo é um pouco mais elaborado e seu nome resulta de uma homenagem ao Duke of Windsor, que abdicou em 1936. O mais interessante, no entanto, é que o Duque não inventou esse nó, e além disso não tinha nenhuma predileção especial por ele. Em suas memórias ele conta como surgiu a confusão: “... eu não fui de modo algum responsável por isso. O nó ao qual os americanos deram meu nome era um nó duplo em uma gravata estreita – um Slim Jack, como ele é às vezes denominado.” O nó que o Duke realmente usava era o four-in-hand, ou seja, o nó simples e que é utilizado pela maior partes dos homens. A diferença era o enchimento que conferia à sua gravata um volume superior ao das gravatas tradicionais. Os americanos, achando que o volume da gravata provinha do nó, acabaram então inventando um nó diferente e atribuíram equivocadamente ao Duque a sua criação. Eu, de minha parte, prefiro o tradicional four-in-hand.