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sábado, 9 de outubro de 2010

Laurence Olivier em casa no Garrick Club

Laurence Olivier, salmão, e pepino

Há poucos dias falei das gravatas regimentais. Algumas gravatas regimentais têm combinações de listras e cores tão peculiares que é quase impossível contemplá-las sem pensarmos nos clubes em que elas surgiram. Esse é certamente o caso da gravata verde e rosa do Garrick Club, em Londres. Seus membros costumam se referir a ela como "salmon and cucumber", salmão e pepino. O Garrick Club surgiu em 1831 a partir da iniciativa de um grupo de artistas da época. Desde então, o clube teve entre seus membros célebres atores britânicos como, por exemplo, John Gielgud e Laurence Olivier, além de escritores famosos como Charles Dickens e William Thackeray.


cocktail bar do Garrick Club

O retrato de Laurence Olivier acima é de 1968. O nó da gravata, bem folgado, não deixou de despertar a reprovação de algumas pessoas. O mais provável, porém, é que o gesto tenha sido planejado como uma forma de evocar o clima de descontração e privacidade que se espera de um clube como esse. No canto esquerdo inferior da foto é possível ver o quadro de Laurence Olivier em meio a outros quadros em uma das dependências do clube. - Um privilégio para membros e convidados apenas.

domingo, 3 de outubro de 2010

Gravatas Regimentais: Qual é o seu clube?

Professor da Universidade de Oxford ou da Universidade de Yale?
Num dia como este, em que todos correm às urnas para decidirem os rumos do país, esta postagem poderia enganar. Não se trata, no entanto, de campanha eleitoral. Políticos costumam usar gravatas, sobretudo em situações oficiais. Gravatas regimentais, com listras em diagonal, costumam ser uma opção criativa. Bem coordenadas e de boa qualidade, elas contribuem significativamente para a elegância de quem as utiliza.
Gravatas da Universidade de Oxford

É preciso ter em mente, porém, que gravatas regimentais tiveram sua origem em clubes e associações desportivas britânicas. Ainda hoje, diversas faculdades, regimentos militares, corporações e grêmios possuem suas próprias combinação de listras, o que permite a membros de um mesmo grupo se reconhecerem imediatamente. A Universidade de Oxford, por exemplo, possui vários modelos de gravatas para cada um de seus “colleges”. A gravata do Magdalena College é a de número vinte na ilustração acima – a segunda da direita para esquerda na penúltima fileira. Ela é bastante parecida com a gravata da renomada Universidade de Yale, nos Estados Unidos, diferindo apenas na direção das listras, descendentes da esquerda para a direita.


Gravata da Universidade de Yale

Não há nada de errado em desfilar por aí com gravatas regimentais que, a rigor, eram ou ainda são prerrogativas de um determinado clube ou associação. No entanto, diplomatas e políticos, especialmente chefes-de-Estado em missões oficiais no exterior ou em fotos oficiais de circulação internacional, deveriam evitar o constrangimento de serem reconhecidos publicamente como membros de grupos de que, de fato, não fazem parte.