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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Um chato de galochas (III)

Galochas da marca Maria Pumar
Já vai algum tempo escrevi sobre galochas. Em meio a chuva e tempestades, um par de galochas pode muito bem lhe salvar os sapatos. Alguns leitores me perguntaram onde poderiam adquirir galochas no Brasil, já que entre nós elas parecem ainda existir apenas na expressão que dá título à postagem de hoje. Folheando o jornal do último sábado, me dei conta de que há, sim, um fabricante que promete até o fim do mês disponibilizar o produto no mercado nacional.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Um chato de galochas (II)


galochas da marca Tingley

Não há nada de errado em ser um chato de galochas, contanto, é claro, que você possa manter secos seus sapatos mesmo sob um forte temporal. As galochas antigas costumavam ser mais volumosas, e já vão algumas décadas elas caíram em esquecimento. Mas não devem ter sido apenas razões estéticas que contribuíram para o gradual declínio das galochas. A cultura do desperdício tornou os sapatos itens praticamente descartáveis. Por isso, poucos homens ainda têm o hábito de manter seus sapatos em bom estado por anos a fio, como se fazia antigamente, até que eles adquiram a pátina característica do couro envelhecido.



John Lobb: galochas para modelos específicos

Contudo, a utilização de materiais mais finos e flexíveis na confecção de galochas, aliada a uma gradual reação à cultura do desperdício, vêm contribuindo para o retorno desse velho item do guarda-roupa clássico masculino. Algumas marcas, inclusive, como a renomada inglesa John Lobb, possuem galochas específicas para alguns de seus modelos de sapatos mais nobres.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um chato de galochas (I)

Van Gogh / agosto de 1888

Após alguns dias de intenso calor, as águas de março, fechando agora o verão, têm causado danos por toda parte. Inclusive em alguns sapatos. Para sapatos com solado de couro a água em excesso pode ser realmente um problema. Sob hipótese alguma use um secador de cabelos, nem coloque os sapatos em locais quentes como radiadores de geladeira, ou aquecedores para secarem mais rapidamente. Esse procedimento com certeza tornará o couro quebradiço e enrugado, danificando os sapatos de modo irreversível. O ideal é retirar os cadarços e encher o sapato de jornal ou, melhor ainda, papel absorvente. O importante é que os sapatos sequem naturalmente em local arejado. Virar o sapato de lado, com a sola do sapato numa posição perpendicular ao chão, promove a circulação de ar e a remoção da umidade. Se for necessário, retire o papel e repita o procedimento até os sapatos ficarem completamente secos.


Anúncio antigo de galochas

Uma maneira de prevenir, ou pelo menos de amenizar o problema dos sapatos molhados consiste em recorrer às velhas e já esquecidas... galochas. De onde vem a expressão “um chato de galocha” não se sabe ao certo, mas ela deve ter contribuído para que as pessoas gradualmente deixassem de levar a sério esse item de qualquer guarda-roupa civilizado. As galochas antigas costumavam ser, de fato, um pouco grandes e pesadas. Mas hoje em dia é possível encontrar algumas bem mais elegantes. Retornarei ao tema na próxima postagem...