Mostrando postagens com marcador Malha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Malha. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Elegantia juris

Revista Esquire

Devido à onda de calor que assola a cidade, a OAB do Rio de Janeiro decidiu desobrigar advogados do uso de terno e gravata nas dependências do Poder Judiciário até o final do verão, como informa o site da entidade sob a rubrica “Liberado uso facultativo do terno”. Se as roupas que vestimos são uma expressão de nossa personalidade, então nada mais legítimo do que garantir o direito constitucional de liberdade de expressão àqueles que têm justamente como tarefa nos defender nos tribunais. O problema, no entanto, é que em meio a prazos, petições, processos, e audiências a maior parte dos juristas, ao escolherem suas roupas, parece jamais ter buscado inspiração nas Quatro Estações de Vivaldi. Eles conduzem o ano sob a melodia monótona de um mesmo tipo de terno, ignorando que estações diferentes exigem acordes e ritmos diferentes. Uma opção menos dissonante com o calor das últimas semanas são os paletós sem forro, confeccionados em tecidos com malha de textura aberta.


Paletó sem forro.
Foto publicada com autorização do proprietário.
Fonte: thelondonlounge.net

Diferentemente das fibras sintéticas, e das badaladas “super 100's”, malhas abertas permitem a ventilação e facilitam a transpiração. Quando utilizadas na composição de um paletó sem forro, o resultado é uma roupa extremamente leve e inteiramente adequada ao nosso clima, como ilustram as fotos acima. É desnecessário mencionar que um paletó como esse não se obtém comprado pronto. Sua confecção exige a competência de um bom alfaiate; na verdade, sua confecção pode até mesmo ser mais trabalhosa do que a de um paletó convencional, pois os pontos e linhas, que geralmente se escondem por trás do forro, devem ser cuidadosamente acabados para não se tornarem visíveis quando o paletó está aberto. Repare que apenas as mangas são forradas e que o tecido, de tão poroso, permite-nos até mesmo ver a silhueta dos objetos atrás dele. (Clique na foto para ampliá-la). As roupas que usamos não devem ser causa de desconforto, mesmo sob o clima canicular dos trópicos. Elas devem nos aquecer no inverno, e nos proteger do calor durante o verão.

Agradeço ao proprietário das fotos acima pela gentil autorização para publicação das imagens, e pelas explicações sobre a confecção de seu paletó.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Tecidos leves, mas com malhas abertas


circulação de ar e eliminação de suor sob a roupa

A maioria dos jornais noticiou este como o mês de fevereiro mais quente dos últimos dez anos no Rio de Janeiro. Ao vestir um paletó, a melhor idéia, evidentemente, é optar por tecidos leves. Mas é isso tudo que realmente importa? Claro que não. Imagine se fosse possível confeccionar um terno com uma fina película de plástico. - Ele seria bastante leve, com toda certeza, mas, ainda assim, muito mais quente do que um pesado casaco de lã. A razão para isso é óbvia: trocamos calor com o ambiente através da transpiração; se o suor transpirado permanecer sob a roupa, a sensação de calor será agravada. Para que a transpiração possa ocorrer sem acúmulo de suor sobre a pele é necessário que a roupa permita a circulação de ar. E isso somente é possível se o tecido, assim como nossa pele, tiver a porosidade necessária para garantir a evaporação do suor.


tecido com malha aberta

O problema, no entanto, é que a maior parte dos sofisticados - e caros - tecidos empregues na confecção de ternos hoje em dia é, de fato, bastante leve, mas a sua malha, por outro lado, é muito fechada, dificultando a evaporação do suor. As tais "super" 100's, 200's, etc., são bastante leves, mas não permitem uma boa ventilação. Tenha em mente, portanto, que não é apenas o peso que torna um tecido mais ou menos adequado ao verão, mas sobretudo o tipo de malha empregue em sua confecção.